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Quando eu descobri o carnaval

Todo mundo se apaixona, mesmo aqueles que nem pensavam nisso. Simplesmente porque é humano e está além da simples atração, que você tem a opção de refutar. E você se apaixona mais de uma vez, e até ama mais de uma vez. Fico incomodado quando  racionalizam demais esse negócio. Amor começa e acaba, sim, como extensão da própria existência.

Mas é fato que existem amores e amores. Se somos todos diferentes, a entrega e a compatibilidade são mesmo outras. Até porque, muda o seu par e, mesmo sem você perceber, mudou você também. Calejado por mágoas anteriores ou compartilhando a alegria que aprendeu a transmitir com o passar dos anos, você tem algumas ideias e opiniões formadas sobre como se comportar e o que pode fazer você ou aos outros felizes. Problema mesmo é quando vira regra única.  Falo isso com tal certeza qual, mesmo a galinha, já foi pinto, um dia. E, quando digo que existem amores e amores, é porque existem amores que são, de fato eternos, ainda que acabem. Não falo de amores platônicos, mas daqueles que quebram as suas verdades absolutas.

Passados alguns relacionamentos, pensei: não quero mais namorar. Só por um tempo. Eu, que sempre estive envolvido com alguém, estava de coração nu, achando que estava apenas fechado. Não tinha mais certeza a respeito do que sabia sobre o amor. Aí vem aquela pessoa, que só pode ser, no mínimo, rica de espírito e faz sua visão crescer numa dimensão totalmente inesperada. Aquela que faz você perceber que já amou antes e que fortalece o velho clichê “foi bom enquanto durou”, que nem sempre respeitamos. É aquela pessoa que, além de devolver o carnaval que é estar apaixonado, oferece os confetes e serpentinas para se sentir totalmente envolto nessa “folia”. Óbvio existe a quarta-feira de Cinzas, onde você percebe que não estava certo sobre tudo, mesmo tentando acertar. Então reluta, conversa e reaprende, pois finalmente que em todo luto há um recomeço. Eu levei 25 anos para finalmente cair na folia, até porque já sei que a quarta pode voltar a ser sexta.

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Música que inspirou: Tibério Azul – Quando Maria me fundou o carnaval

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Arquivado em Tibério Azul